27/07/2010 - 17:00
Indústria
Árabes importam mais máquinas do Brasil
A indústria brasileira de máquinas aumentou as exportações em 6,5% no primeiro semestre do ano. Entre os 50 principais compradores há cinco países árabes, dos quais quatro importaram mais.
Abimaq divulgou números do setor à imprensa
De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto, o mercado árabe compra principalmente máquinas e implementos agrícolas do Brasil. “E agora estamos começando a vender máquinas para o setor de petróleo e gás”, afirma Neto, complementando que, no mundo árabe, a Argélia está começando a comprar máquinas para este setor de fábricas brasileiras.
Os principais compradores de máquinas brasileiras, no primeiro semestre deste ano, foram Estados Unidos, com US$ 647 milhões, seguidos de Argentina, México, Holanda e Chile. Estados Unidos e Argentina, no entanto, diminuíram as compras sobre os mesmos meses de 2009 enquanto México, Holanda e Chile compraram mais. O maior aumento, entre os cinco, aconteceu nas vendas para o mercado chileno, que cresceram 53% para US$ 191 milhões.
Apesar do aumento das exportações, o setor não está satisfeito com o desempenho no mercado internacional. Neto lembra que o aumento das vendas externas ocorreu sobre 2009, que foi um ano muito ruim. “Qualquer coisa comparada a 2009 vai haver acréscimo”, disse. De acordo com a Abimaq, sobre o primeiro semestre de 2008, por exemplo, houve uma queda de 24,6% nas exportações. Em 2008, a indústria brasileira de máquinas e equipamentos teve receita de US$ 5,3 bilhões. Em 2009, essa receita ficou em US$ 3,7 bilhões.
O presidente da Abimaq afirma que o câmbio vem tirando a competitividade do segmento no mercado externo. Em contrapartida, as importações vêm crescendo aceleradamente. Entre janeiro e junho deste ano o Brasil comprou no exterior US$ 10,6 bilhões em máquinas, com acréscimo de 14,6% sobre os US$ 9,2 bilhões do mesmo período do ano passado. Os Estados Unidos são os maiores fornecedores, a Alemanha é o segundo e a China o terceiro. A China, no entanto, deve passar a Alemanha até o final do ano, de acordo com Neto.
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